ARAC
29 Setembro 2020 | 04:38
Notícias
2020-09-28WTTC LANÇA NOVO RELATÓRIO SOBRE O FUTURO DAS VIAGENS E TURISMO PÓS-COVID
Os consumidores estão a prestar mais atenção à ‘sustentabilidade’ das marcas e os destinos precisam adotar novos protocolos de medidas de saúde e higiene. Estas são duas das conclusões do novo relatório do World Travel & Tourism Council (WTTC), elaborado em conjunto com a empresa de consultoria Oliver Wyman.+
2020-09-28Procura de transportes públicos em Lisboa continuou a crescer no mês de setembro
Em setembro, foram comprados mais de 440.000 passes na área metropolitana de Lisboa, o que representa cerca de 60% do número de passes vendidos no mês homólogo de 2019.+
2020-09-28CTP ASSINALA DIA MUNDIAL DO TURISMO SOB “CENÁRIO DESASTROSO” PARA A ATIVIDADE TURÍSTICA
A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) assinala esta segunda-feira, 28 de setembro, o Dia Mundial do Turismo, data que normalmente é de celebração mas que, este ano, se assinala sob um “cenário desastroso” para a atividade turística devido à COVID-19, refere a CTP, que prevê “uma recuperação lenta e difícil” do turismo.+

Notícias



Portugal de novo em contramão na pandemia, agora no bom sentido
JORNAL DE NEGÓCIOS



Portugal volta a estar em contraciclo com a Europa, agora por bons motivos: depois de ter sido o "patinho feio" com uma subida de novos casos de covid-19 quando a tendência na maioria dos países era de descida, Portugal destaca-se agora por apresentar uma tendência de redução dos novos casos da doença, contrária ao que se vê noutros países.

Portugal começou por se destacar de forma positiva da maioria dos países europeus: quando o epicentro da pandemia chegou à Europa, o país confinou-se, conseguiu achatar a curva de novos casos e fazer com que as mortes pela doença não disparassem. Resultado: até ao momento não foram registadas mais de 37 vítimas mortais em 24 horas.

Depois, em meados de junho, Portugal entrou em contraciclo: numa altura em que muitos países europeus viam os casos de covid-19 diminuir, apresentava números superiores e a tendência era de subida. Por isso, acabou por ser excluído de corredores aéreos de países como o Reino Unido, com impactos drásticos para o turismo português.

No entanto, a situação parece ter-se invertido novamente. Desde meados de julho que o número de infetados tem descido diariamente em Portugal, o que não acontece noutros países europeus, e para valores inferiores a muitos desses países.

Segundo dados do Our World in Data (OWID), um website que agrega dados da pandemia coordenado pela Universidade de Oxford, Portugal tem registado na última semana menos de 200 novos casos de covid-19 por dia, ficando abaixo de países como Espanha, França, Itália, Bélgica, Holanda, Alemanha e Suécia (ver gráfico). Mas não só o número de casos é inferior, como a tendência é a oposta: nestes países o número de infetados está a acelerar diariamente e, em Portugal, a abrandar.

<200 novos casos

Desde o início de agosto que Portugal tem menos de 200 novos casos de covid-19 (na média móvel de sete dias).
Entre esses países, o grande destaque vai para Espanha. Os dados do OWID mostram que depois de um mínimo de 254 no início de junho, os casos de covid-19 aceleraram rapidamente no país. Na passada quarta-feira, eram 3.304 os novos casos da doença em Espanha (isto na média móvel de sete dias, que é usada pelo OWID para alisar diferenças diárias relacionadas não com a pandemia, mas com os dias de semana e/ou feriados).

Também França verificou um mínimo perto no início de junho, nos 300 casos, com este indicador a acelerar nos últimos dois meses. A 5 de agosto, o país registava mais de 1.200 novos casos de infeção de covid-19, valor mais alto desde o início de maio. A tendência de subida é visível também na Alemanha e na Holanda, embora menos acentuada. Por outro lado, também a Suécia, depois de ter sido muito fustigada, apresenta agora uma tendência de diminuição dos novos casos.

Esta situação está a fazer com que alguns países estejam a voltar às restrições. Na Catalunha, por exemplo, que concentra grande parte das novas infeções contabilizadas em Espanha, só são permitidos ajuntamentos até 10 pessoas, entre outras medidas (ver texto embaixo).

Portugal entre os países com menos mortes

Os dados da OWID mostram que Portugal apresenta uma clara tendência de redução do número de vítimas mortais no último mês. Na passada quarta-feira, foram contabilizadas apenas duas mortes (na média móvel a sete dias), quando no início de julho a covid-19 estava a provocar oito vítimas mortais por dia. Esta semana, só a Holanda apresenta um número mais baixo do que Portugal.

Por outro lado, Espanha e França parecem ter invertido a propensão de redução do número de mortes, revelando agora cerca de 10 mortes por dia com covid-19, os valores mais altos desde meados de julho, quando até aí o número de mortes estava a descer, segundo a OWID.

Tome nota Que medidas estão a tomar outros países?
Com o disparar de novos casos de covid-19, alguns países voltaram a impor medidas restritivas, como a limitação de ajuntamentos ou a obrigatoriedade de máscaras na rua.

Espanha limita ajuntamentos Com a grande maioria dos novos casos de covid-19 em Espanha a afetarem a Catalunha, as autoridades aplicaram restrições que passam pela limitação da capacidade das praias, o encerramento da vida noturna, a suspensão de eventos culturais e desportivos e a proibição de ajuntamentos acima de 10 pessoas.

Viagens travadas por regiões alemãs.Os governos federal e regionais da Alemanha acordaram novas regras para conter surtos locais no futuro, como a proibição de viagens para dentro e fora de zonas mais críticas. Em algumas regiões, as crianças vão ter de usar máscaras nas escolas

França obriga a máscaras na rua. Em zonas mais afetadas pelo vírus, como no Leste de França, o uso de máscaras é obrigatório mesmo ao ar livre. O Governo francês já disse que serão impostos confinamentos locais e não gerais no caso de uma segunda vaga no país.

Só quatro pessoas à mesa na Bélgica.A cidade de Antuérpia, perante o disparar de novos casos na Bélgica, decidiu impor um "recolher obrigatório" desde o final de julho. Nos restaurantes, só é permitido que um máximo de quatro pessoas se sente na mesma mesa, embora agregados familiares maiores se possam sentar juntos. O Governo decidiu não avançar com a fase de desconfinamento prevista para 1 de agosto.


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