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29 Novembro 2020 | 13:23
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QUE FUTURO PARA O TURISMO EM PORTUGAL? SEM NOVO AEROPORTO, DE 2020 A 2024 “NÃO PODEREMOS CRESCER”
AMBITUR


Iniciativa Liberal promoveu, ontem, um debate sobre “Turismo em Portugal – Que futuro? Qual o papel da capital?”, com a moderação de Miguel Quintas, CEO do Consolidador.com, e a participação de Francisco Calheiros,presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP),Bernardo Trindade, administrador do Grupo PortoBay e vogal do conselho de administração da TAP, e Adolfo Mesquita Nunes, ex-secretário de Estado do Turismo.

O primeiro tema debatido foi a construção do novo aeroporto num contexto de “queda dramática da aviação” e numa altura em que a Organização Mundial de Turismo (OMT) prevê que a recuperação do setor seja feita num período entre dois anos e meio a quatro anos.

Francisco Calheiros afirma que “o novo aeroporto de Lisboa continua a ser vital” para o país e que, aliás, “é por causa destes ciclos que nunca o aeroporto é construído” desde há já 50 anos. Defende também que “se não tivesse havido Covid eu não sei o que tinha acontecido ao aeroporto de Lisboa, era a maior bagunça possível e imaginária” quando dois meses antes da pandemia, crescia entre 12-14% de tráfego. No pior dos cenários, se a retoma turística demorar quatro anos a acontecer, o presidente da CTP avança que esse é também o tempo que “demora a construir o alargamento do aeroporto da Portela para o Montijo”, pelo que “temos de começar já a tratar do assunto”.

O responsável relembra que “não está claro, minimamente, nem aceite, a construção do Montijo” pois estávamos num impasse. “Não podemos vacilar um segundo”, atenta Francisco Calheiros, “vamos esquecer que este ano o aeroporto esteve às moscas e daqui a quatro anos esperemos que tudo retome e vamos ter o mesmo problema na Portela”. Por fim, o presidente da CTP comenta que “Lisboa fez uma grande aposta, certa e correta, noscity breakse portanto, ter o aeroporto tão perto, é um trunfo” além de que “Lisboa [hub] distribui muito para as restantes regiões”.

“Com os recursos que temos, é possível ou não construir o aeroporto?”

Já Bernardo Trindade recorda que “o contrato de concessão assinado entre a ANA Aeroportos e o Estado português apresentava o limite de 22 milhões de passageiros para desencadear um novo aeroporto”, valor esse já atingido em 2016. Em 2019, o país registou quase 30 milhões de passageiros. Desta forma, o administrador do Porto Bay indica que “todos sabemos o que aconteceria sem a Covid, de 2020 a 2024 nós não poderíamos crescer” e deixa uma questão no ar: “Portugal está em condições de dispensar o equivalente a dois milhões de passageiros por slots recusados no aeroporto de Lisboa?”.

O orador é da mesma opinião que Francisco Calheiros de que “Portugal não pode perder mais tempo” e entende que “no quadro das acessibilidades temos de facto um caminho importante ainda a percorrer”. Bernardo Trindade termina dizendo que “estamos basicamente a preparar-nos para voltar a ter uma dimensão e um gosto por visitar Portugal que tivemos em anos anteriores”.

Finalmente, para Adolfo Mesquita Nunes, “é natural que tenhamos de olhar para o contexto e perceber se, com os recursos que temos, é possível fazer ou não o aeroporto e com que modelo”. O ex-secretário de Estado do Turismo equaciona que “Portugal precisa de maior capacidade aeroportuária, acho que ela pode existir em Lisboa, mas acho que o contexto que o país vive não é o mesmo de há dois anos”.



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