ARAC
29 Setembro 2020 | 05:16
Notícias
2020-09-28WTTC LANÇA NOVO RELATÓRIO SOBRE O FUTURO DAS VIAGENS E TURISMO PÓS-COVID
Os consumidores estão a prestar mais atenção à ‘sustentabilidade’ das marcas e os destinos precisam adotar novos protocolos de medidas de saúde e higiene. Estas são duas das conclusões do novo relatório do World Travel & Tourism Council (WTTC), elaborado em conjunto com a empresa de consultoria Oliver Wyman.+
2020-09-28Procura de transportes públicos em Lisboa continuou a crescer no mês de setembro
Em setembro, foram comprados mais de 440.000 passes na área metropolitana de Lisboa, o que representa cerca de 60% do número de passes vendidos no mês homólogo de 2019.+
2020-09-28CTP ASSINALA DIA MUNDIAL DO TURISMO SOB “CENÁRIO DESASTROSO” PARA A ATIVIDADE TURÍSTICA
A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) assinala esta segunda-feira, 28 de setembro, o Dia Mundial do Turismo, data que normalmente é de celebração mas que, este ano, se assinala sob um “cenário desastroso” para a atividade turística devido à COVID-19, refere a CTP, que prevê “uma recuperação lenta e difícil” do turismo.+

Notícias



Salários nas empresas sem lay-off com maior crescimento em cinco anos
DINHEIRO VIVO


É o maior ganho salarial dos últimos cinco anos e chega no ponto alto da pandemia que atingiu o país em março. Mas apenas para alguns trabalhadores. Nas empresas sem quebras de faturação que justificassem apoio da Segurança Social e na função pública, as remunerações – expurgadas de subsídios de férias e outras rubricas sazonais – cresciam em junho 5,5%, por comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o INE. Trata-se da maior subida desde que arranca a série estatística que recolhe dados das declarações de remunerações junto da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações, em janeiro de 2015. Contrasta fortemente com a atual situação de crise do país e, sobretudo, com a evolução de salários nas empresas em maiores dificuldades. Para os 877 mil abrangidos pelo lay-off em mais de cem mil empresas do país, que a Segurança Social contabilizava no início de julho, o salário médio regular regrediu 0,1% no mesmo período.
As estatísticas das remunerações dos trabalhadores relativas a junho, ontem publicadas, mostram um retrato geral em que as remunerações regulares do conjunto dos trabalhadores levam ainda em junho um crescimento de 2,6%, para os 1065 euros. Um valor médio de subida que o INE reconhece ser muito amortecido pela utilização do lay-off simplificado. As remunerações médias entre quem teve cortes de lay-off, ou teve de receber apoio à família para cuidar de menores devido à suspensão das aulas (cerca de 52 mil trabalhadores em junho), começaram a cair em maio, segundo os dados do INE, então com uma quebra homóloga de 0,22%. Dados detalhados do INE, pedidos pelo Dinheiro Vivo, permitem comprar o histórico de evolução salarial nestas empresas mais debilitadas, onde o salários começaram a ter ligeiras evoluções positivas em julho de 2015 mas registaram sempre crescimentos inferiores aos que foram pagos nas restantes empresas ao longo dos últimos cinco anos. Já face a março, primeiro mês da pandemia, a remuneração média regular bruta nas empresas em lay-off caiu 2,3%, quando no mesmo período subiu 1,6% entre os trabalhadores de empresas sem lay-off e funcionários públicos. A evolução desigual é acentuada ainda pelas fortes diferenças de níveis salariais de uns e outros. O ganho médio de quem estava em junho em lay-off, excluindo subsídios, era de 928 euros. Já entre os restantes trabalhadores atingia os 1252 euros. O universo da subida de 5,5% registada em junho por comparação com o mesmo mês do ano passado exclui as empresas em maiores dificuldades, mas também os salários de quem, entretanto, passou ao desemprego ou inatividade devido à crise. O último inquérito ao emprego relativo ao segundo trimestre mostra que foram sobretudo os trabalhadores mais jovens e precários, tendencialmente com salários mais baixos, o que poderá ter também ter tido efeito estatístico na aceleração registada. A perda de emprego no país, porém, deverá ditar daqui em diante menor poder para negociar salários e, em resultado, maior abrandamento na evolução global das remunerações.


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